Diretora da dona da Cartier junta-se a startup de Blockchain

A Richemont, a gigante de bens de luxo suíça que detém a Cartier, poderá vir a utilizar Blockchain para trazer transparência para a cadeia de valor da empresa. Jin Keyu deve-se juntar à startup de Blockchain chinesa Ultrain.

Jin Keyu, economista e professora associada da London School of Economics (LSE), que foi indicada pela Richemont como membro do conselho de administração no ano passado, disse durante um discurso num evento que acredita que existe potencial para aplicações Blockchain na indústria de bens de luxo, incluindo a localização da origem do diamante e o controlo do chamado "mercado paralelo".

Keyu afirmou que "mesmo para as empresas de bens de luxo, como por exemplo a Cartier, cuja matriz é a Richemont, da qual sou membro do conselho, está a prestar atenção à tecnologia Blockchain. E, pessoalmente, acredito que a tecnologia Blockchain tem o potencial de beneficiar a indústria".

A executiva explicou, ainda, que "os donos de empresas desta indústria precisam de saber de onde vêm os diamantes, as pedras, o ouro, a mina ou a fábrica de reciclagem. Para os relógios vendidos, tanto os vendedores quanto os compradores gostariam de rastrear os produtos após a 'morte', autenticá-los, o tratamento pós-venda de reparos a produtos usados. A tecnologia também pode ser usada para controlar mercados paralelos".

Durante o seu discurso, Jin Keyu também discutiu os seus interesses académicos e razões para a sua entrada no mercado de Blockchain, acrescentando que se deve juntar à startup de Blockchain chinesa Ultrain como consultora para contribuir com sua experiência em macroeconomia.

Jin argumentou que os projetos de Blockchain geralmente tentam experimentar e construir políticas monetárias a partir do zero, sem aprender com as pesquisas académicas existentes no campo.